Era um dia quente com o sol escaldante bem no topo do céu, queimando a superfície terrestre com uma intensidade que havia cães e gatos fritos pelos bairros mais desfavorecidos e carenciados da República Dominicana. Como era hora de almoço e não havia muita movimentação, lençóis de areia serpenteavam e dançavam pelas estradas alcatroadas, que rapidamente se tornaram em estradas de terra. Mas tão pouca movimentação também era de se estranhar: não se via vivalma naquela terra... Um silêncio aterrador imperava na cidade, onde apenas se ouvia de vez em quando um pardal a cair em chamas devido ao calor ou o som de pedras e areia a serem empurradas para o lado por mendigos que rastejavam pelo chão sem razão aparente.
Uma porta de madeira de um bar perto abria e fechava lentamente, rangendo ao de leve de uma forma tenebrosa
Foi então que enquanto um mendigo atravessava a estrada, um som intenso e perturbador se começou a fazer ouvir, ecoando pelos prédios e ruas da cidade. E foi aumentando e aumentando e aumentando até chegar a ser inaudível.
Por entre as ondas de calor, ao longe conseguia-se ver uma mancha cor de rosa a aproximar-se violentamente depressa, aproximando-se à medida que o barulho aumentava significativamente. Ao ficar inaudível o barulho, assim numa coisa de uma fracção de segundo, um carro descapotável cor de rosa pastilha elástica, saltou gigantemente devido a uma lomba que havia de terra na estrada, esmagando cruelmente a cabeça do mendigo, que coitado, ainda estava a atravessar a estrada de rojo.
Ao som de uma música da KESHA, duas cabeças, uma loira e uma rosa da cor do carro ao volante iam-se abanando todas doidas.
― Ai mana, não estamos a ir muito depressa? ― perguntou a loira, trajada de um vestido azul de cetim com rendinhas trabalhadas até à coxa, para a rosa.
― Oh Chris, filha, mas achas que eu tirei a carta no Farinha-Amparo? Isto comigo é sempre ábrir! ― disse a de rosa, vestida com um apertado vestido vermelho de seda com uma gola aberta, carregando o pé com força no acelerador.
O carro deu um solavanco, mas respondeu ao pedido.
― Amiga, Jeff melher, tu acalma-te não se me vá dar aqui uma coisinha p'lo mal e ainda me grego toda, amiga! Acalma lá a pombinha que acho que ali atrás matámos um pombo!
A mana Jeff virou-se e disse-lhe:
― Oh mana, tu tá masé calada! Vou por na décima sexta mudança que é para chegarmos mais cedo a Punta Cana porque quero ainda ir à praia!
Chris espantou-se muito e arregalou os olhos, contemplando a sua mana com um olhar intrigante, exclamando de seguida:
― Ouve lá... ainda ontem pintei o cabelo, não o vou molhar já na água salgada!
― Ai, Chris, às vezes ainda me pergunto como é que consegues ser mais burra que eu... Eu disse ir à praia, não ir a banhos, sua porca saloia!
Chris engoliu o sapo e calou-se desviando a sua atenção para a rua, e reparou que mal se via alguém a passar e quando se via, as pessoas estavam sempre a modos que a fugir de algo.
― Ai amiga, algo parece que não tá bem...
A Mana Jeff, que ia toda entretida a esborrachar os pombos que caiam ao chão fritos com as rodas do carro, olhou para ela, com uma cara de espanto e perguntou-lhe:
― Só agora é que reparaste que isto é tudo pobre?
― NÃO! ― gritou Chris, exaltada ― Está tudo a fugir e mal vês alguém na rua!
Jeff riu-se e disse:
― Olha, não me digas que o Haiti se apoderou disto também?
― Mais provável seria que tinham trocado de primeiro ministro com Portugal! ― respondeu Chris, deveras preocupada.
― AI MELHER NÃO ME DIGAS UMA COISA DESSAS NEM A BRINCAR! FOMOS ENGANADAS POR ESSA PÊGA DO DEMÓNIO QUE JÁ FUI FALAR ALI COM UM MACACO QUE PERCEBE DE QUOTAS DO OURO E DISSE-ME QUE O NOSSO TESOURO VALIA MUITO MAIS NO EXTERIOR!
Chris ficou azul.
― Estou a perecer aos bocados, mana ― disse Chris, empalidecendo cada vez mais.
― Ai amiga, tu tás bem? ― perguntou Jeff pondo uma mão no ombro da mana, quando a meros metros uma pessoa cambaleava no meio da estrada.
Como Jeff estava distraída a ver da amiga, não reparou no corpo desequilibrado e chocou com o carro contra a pessoa, desmembrando-a toda: cabeça para um lado, tronco para outro e membros para outro. Pumba!
As manas sobressaltaram-se as duas, gritando afeminadamente, tal não fora o susto que foi, tendo Jeff carregado a fundo no acelerador e no travão, havendo perdido o controlo sobre a viatura, que começou a ziguezaguear pela estrada.
― AI MANA VAMOS COLIDIR, PREPARA-TE PARA O EMBATE! ― avisou Jeff pondo um capacete de moto tirado sabe-se lá de onde.
Chris, apavorada, começou a gritar histericamente, tentando abrir a porta do carro, mas como eram as duas medrosas como a merda, trancaram-no antes de saírem do Haiti, não fosse o diabo tece-las e agora não conseguia abri-la. Olha, foi um desastre: o carro embateu num lancil que havia na berma sem razão nenhuma, havendo a parte de trás do carro se levantado havendo o mesmo dado um mortal, entrando brutalmente contra uma loja do chinês entrando pela montra a dentro com um barulho infernal. Com o choque, Jeff foi disparada para a frente, caindo de cabeça na secção de produtos de higiene pessoal, já Chris saltou para cima, bateu no tecto e ainda conseguiu agarrar-se a um candeeiro que estava pendurado, mas para mal dos seus pecados ele não aguentou com o seu peso de baleia azul e desprendeu-se do tecto, tendo ela caído de boca no capô do carro.
― Ai minha lady gaga, não sei como é que ainda tou viva! ― murmurou Chris, levantando-se toda marreca, sacudindo o pó da roupa.
Jeff recuperou da queda, mas andava a saltitar de um lado para o outro porque não conseguia tirar o capacete da cabeça e não via nada porque um leite hidratante da L'Oreal Pequim se arrebentou mesmo no vidro que protege os olhos.
― AI MANA TOU CEGA, VEM CÁ AJUDAR.
Mana Chris, que parecia um pato com reumático todo encurvado reclamou:
― Oh filha desemerda-te, tou aqui com uma dor na ciática que nem te digo e nem te conto... Olha, não fosses tão cabeçuda!
Ao fim de algum tempo lá as manas se endireitaram e resolveram os problemas. Jeff ainda tentou ver se o carro pegava, mas ao ligar a ignição o tubo de escape lançou uma chama que pegou fogo à loja, já que quando perfuraram a parede, uma quantidade significativa de produtos de limpeza fora derramada no chão, o que levou a um incêndio de proporções médias. Assim que as bordas começaram a aquecer as manas voaram dali para fora, encontrando-se agora na calçada, com toda a sua pompa e circunstância, assemelhando-se a duas putas ali no Intendente.
― Vá não temos tempo a perder, quero ir bronzear-me! ― disse Jeff começando a andar a passos largos.
― Olha, despe-te toda que ficas já toda boazuda. ― respondeu Chris, tirando uns chanatos da sua pochete, deitando fora as botas de cano que trazia calçadas.
Assim, durante uns dez, vinte minutos as manas foram andando pela estrada falando, comentando, criticando coisas da vida de elite portuguesas, dado que estavam afastadas há uns meses àquela data. Andaram, andaram, andaram até haver uma coisa que fez os pelos da greta da mana Chris caírem por completo.
Estavam as duas a passar um cruzamento, quando lhes aparece à frente uma pessoa, por assim dizer, cambaleando na direcção delas. Por assim dizer porque parecia que tinha sido possuída p'la malvada da mana do ano da macaca na sua versão velha anciã, pois tinha a pele escurecida, a modos que podre, com vários ferimentos expostos, metade da cara arrancada e olhos injectados de sangue. Nos braços viam-se os ossos de um cotovelo e um ombro e alguns tecidos musculares. Já as pernas e o tronco pareciam terem sido comidas por algo.
― Ai credo, que as pessoas aqui são tão subnutridas! ― disse Chris, recompondo-se do choque inicial.
― Tás a ver por que é que viver na Europa é melhor, tás? ― disse-lhe Jeff a modos de alerta-la.
― Ai que coisa tenebrosa, Jeff, sempre me disseram que as pessoas daqui eram feias, mas assim tanto também não, valha-me nosso senhor jesus Cristo, que me livre disto!
Enquanto falavam a criatura cambaleava lentamente na sua direcção, assimilando-se assim a um jogo de terror em slow motion.
― Ai, eu acho que ele quer migalhas... ― disse Chris, retraindo-se e agarrando-se ao peito de Jeff, que levantou a sobrancelha ao se aperceber disso.
― Achas? Quer é dinheiro! ― virou-se para a criatura ― Ouça lá, aqui tamos pobres, fomos roubadas pelo Estado Português, tamos tísicas que nem cornos.
A criatura continuou a vir.
― AI MANA VAMOS EMBORA QUE VAI ROUBAR-NOS POR ESTICÃO! ― gritou Chris, pegando no pulso da mana e desatado a correr estrada fora.
À medida que se iam aproximando de Punta Cana e ia escurecendo, mais criaturas como aquela se viam pelas ruas, o que deixava Jeff a pensar se seriam realmente delinquentes ou se tinham algum fetiche por canibalismo.
― Digam o que te disserem, diz que não e que te lavaste por baixo hoje de manhã e que na nossa cultura não comemos outras pessoas. ― disse ela a Chris, enquanto montes de criaturas as tentavam apanhar.
― Ai não estou a perceber qual é o problema desta gente, só a olhar, só a olhar! ― queixou-se Jeff.
― Ai... tenho fome.
― A GENTE DEVE TER MEL NO CU... SÓ PODE! ― gritou Jeff, para todos ouvirem e ignorando Chris
― Eles não percebem isso! ― sussurrou-lhe Chris.
― Então falam o quê?
― Francês!
― NOUS DEVEMOS TENER HONEY EN EL CULO!
Chris olhou aterrorizada para Jeff.
― Mas que merda foi essa?
Jeff não teve tempo para responder. Haviam entrado na cidade de Punta Cana, e ela estava toda destruída e arrasada. Inúmeras abóboras com chapéus de bruxa flutuavam pelo ar, iluminadas com velas no seu interior, teias de aranha esvoaçavam pelo ar e montes de criaturas a deambular de um lado para o outro davam um ar terrorífico àquele local.
― Ai acho que nos enganamos no lugar... ― comentou Chris.
― Tá calada, melher, pareces uma velha, sempre a reclamar e a queixar-te de tudo! ― respondeu Jeff, já enervada.
Chris suspirou, dando de seguida um salto de susto quando ao longe, um barulho de um gigantesco órgão se fez soar por todo o lado, numa melodia terrífica. Desta vez até Jeff ficou roxa.
― Acho que fiz xixi na cuequinha... ― murmurou Chris, toda arrepanhada.
― Olha, tira-as... até parece que é a primeira vez. ― resmungou a mana Jeff já toda passada dos carretos.
Depois de Chris ter tirado a tanguinha e ter atirado para um bando de cadáveres pútridos, as duas começaram a procurar o lugar de onde o som vinha, e acharam-no:
Uma grande mansão ao pé da praia, o único edifício que, aparentemente, não havia sofrido danos do suposto terramoto que arrasou a cidade. O órgão havia cessado e Chris pôde constatar que havia uma avioneta estacionada na praia. Ao chegarem ao pé da porta de entrada, duas lanternas-abóbora acenderam-se magica e terrificamente, pregando outro cagaço a Chris, que coitadinha é susceptível a este tipo de coisas.
― Algo se passa... ― disse Jeff ao bater às portas.
― Olha, Jeff, tu sabes que eu não gosto nada destas merdas e eu...
Chris não teve hipótese de terminar a sua frase, pois as portas de madeira abriram-se o mais lento que lhes era permitido e rangeram que nem duas porcas, como naqueles filmes bregas de terror que não metem medo nem à Fátima Lopes.
Ao entrarem viram uma sala ornamentada e bastante PRETTY, com montes de comer e merdas dessas. Ora uma tarde toda sem nada na pança, Chris e Jeff meteram-se as duas a enfardar que nem porcas, esquecendo-se de tudo à sua volta. Estavam tão absortas de tudo que nem repararam que a porta se fechou tão ou mais lentamente do que se abrira, rangendo ainda mais do que pela primeira vez. De novo o órgão começou lá a zurrar e um relâmpago seguido de um trovão avassalador se fizeram sentir, acagaçando ainda mais Chris que se engasgou com um bolo de abóbora, cuspindo-o todo para cima de um gato que por ali passava.
― Ai vamos vamos! ― disse Chris, tentando abrir as portas por onde entrara mas em vão: estavam trancadas.
― AI NÃO, P'LO AMOR DA KATY PERRY QUE LANÇA FOGUETES P'LAS MAMAS, SOU CLAUSTROFÓBICA E TENHO MEDO DE MONTES DE MERDAS!
Jeff, que já estava saturada de tanta porcaria, não foi de modos e pregou duas bolachadas nas ventas de Chris que ela até andou de lado.
Um outro relâmpago surgiu, rugindo depois o trovão.
― Vamos para cima ― disse Jeff pegando na mão de Chris, que se tinha calado.
A cada passo que davam, mais achavam a casa um lugar apavorador... era como se toda a podridão e coisas malignas se reunissem naquele sítio: teias de aranha com as aranhas (lol), ratazanas, trolls e alguns zombies e ainda vampiros que brilham ao sol.
Vasculharam a casa de cima a baixo e encontraram uma sala onde parecia estar o órgão... o pior foi que estava.
― Mana tá aqui a gaita grande! ― disse Chris olhando por uma janelinha que havia na porta, pois esta encontrava-se trancada.
― Então sai-me da frente! ― disse Jeff afastando Chris da frente enfiando de seguida um pézão porta dentro, arrancando-a das presilhas.
― AI PÂNICO! ― gritou Chris, tendo começado a correr de um lado para o outro havendo batido com os cornos uma parede e caído tipo soldadinho de chumbo no meio do chão.
O órgão não estava a ser tocado por ninguém. Quando Jeff se aproximou para tocar numa tecla, o instrumento parou, terminando com uma nota grave, fazendo um ruído que se ouvia até no Zimbábue.
De repente ouviram-se passos, passos a subir a escada.
Subitamente Chris levanta-se como se tivesse sido possuída por alguma coisa p'lo mal e pergunta:
― Ouvi um noise, amiga tá tudo bem?
Jeff não respondeu... mas também não precisou.
Chris ouviu um respirar por detrás dela e voltou-se, visualizando uma figura envolta da escuridão, desatando a correr e a gritar para ao pé de Jeff, que engoliu a seco para não se cagar com molho.
Ao presenciar aquilo, a silhueta riu-se tão estridentemente que parecia a Júlia Pinheiro a mandar abaixo os estúdios da TVI.
A figura então começou a bater palmas enquanto andava na direcção delas, mostrando-se finalmente.
Toda pôpôzuda, tinha o cabelo negro escadeado, com uma franja inclinada e perfeitamente desalinhada. As linhas do seu corpo sobressaíam no seu vestido de latex negro, fazendo pandam com umas botas de canos serrados negras. Trazia ao peito uma espécie de pedra negra fina e comprida, que quase lhe entrava pelo meio dos melões. Tinha os olhos acinzentados e as maçãs do rostro protuberantes.
As manas ficaram rosa, roxas, a seguir azuis ao verem tal figura à sua frente.
― TU? ― gritaram as manas ao ver tal personagem.
― Olá, manas, sentiram a minha falta? ― perguntou docemente a rapariga às manas, que a fulminavam com olhares de ódio.
― Como te atreves a estragar as nossas férias... depois de tudo o que tu fizeste? ― vociferou Jeff, bastante descontrolada.
― SIM! COMO É QUE TU... ― Chris ia na mesma onda que Jeff mas a rapariga incrivelmente se moveu de uma maneira surpreendentemente rápida e mandou uma cotovelada mesmo na cara de Chris, fazendo-a cair outra vez tipo soldadinho de chumbo.
― Ai que fui arrumada! ― disse Chris ao cair desalmada ao chão.
― O que é que estás a fazer? ATACASTE A NOSSA MANA, ALBERTINA!
De repente a rapariga mudou de cara, exibindo choque no rosto.
― Não me chamo assim há muito tempo... O meu nome é Kelly Gostosona Pôpôzuda Dy Street, ou mais abreviadamente: Damah Dy ValOr!
― Ai credo, só porque pensas que cortaste a picha e fizeste a operação pensas que és mais que as outras? E A NOSSA CAUSA? OS NOSSOS IDEAIS, OS NOSSOS PRINCÍPIOS? SUA DESERTORA! ― Gritava Jeff já toda tresloucada.
― Isso não te interessa... tive os meus motivos! ― disse calmamente Kelly ― agora é altura de morreres.
― AH, se pensas que sou como a Chris, estás muito enganada! ― ameaçou Jeff, tirando duas pistolas escondidas da coxa, começando a disparar contra Kelly.
Kelly para se defender, agarrou-se ao cristal que tinha no colar e fez um Hocus Pocus que até dava inveja ao Dumbledore! Os tiros de Jeff foram inúteis.
― Por quê fazer isto à cidade? Por quê fazer isto às pessoas? ― perguntava Jeff, enquanto ias disparando raivosamente.
― Por quê, por quê, por quê... BLA BLA BLA, és mesmo chata! ― disse Kelly, alterando ligeiramente o seu tom de voz.
― RESPONDE! ― Gritou Jeff, trocando os cartuchos.
― BLA BLA BLA, QUERIA QUE VOCÊS SOFRESSEM... NUNCA ME COMPREENDERAM, AGORA SERIA O MOMENTO E LOCAL IDEAIS PARA VOCÊS SE APERCEBEREM DE TUDO! AAH, CANSEI-ME DE TI! ― gritou Kelly, evocando uma magia mais poderosa que à da Selena Gomez no programa dela da Disney, arremessando Jeff contra uma parede, deixando-a toda desmanchada.
― Arrasei! ― disse Kelly batendo na sua própria bunda.
― Ou não... ― disse Chris disparando uma pistola de pequenas proporções que havia tirado da buceta, atingindo Kelly no fémur.
― AIAIAIAIAIAI DÓI QUE NEM CORNOS! ― vociferou Kelly, tentando recuar.
Chris apontou a arma desta vez para a cara dela e disse:
― FORA DAQUI JÁ!
Kelly olhou-a furiosamente e Chris sem hesitar disparou para o lado, para lhe mostrar que não tinha problema absolutamente nenhum em disparar contra a sua mana.
― ESTÁ BEM, MAS FICAM AVISADAS QUE NÃO SAIRÃO DAQUI VIVAS! ― gritou Kelly uma última vez, apertando o seu cristal que brilhou fantasmagóricamente, desaparecendo de seguida envolta de um fumo maligno negro.
Chris deixou cair a arma de tão espantada que estava consigo mesma, acorrendo de seguida à sua mana que ainda estava estendida no chão.
― Jeff tás bem amiga?
― Estou... ― murmurou Jeff, obviamente toda fodida.
― Vá, vamos sair daqui. ― disse Chris, pegando Jeff ao colo quando do nada, inúmeros zombies pútridos surgiram à porta, correndo deficientemente em sua direcção.
Sem saída, Chris olhou para trás e disse:
― QUE A LADY GAGA NOS PROTEJA! ― e atirou-se pela janela abaixo.
Caiu suavemente, pois a areia da República Dominicana é outra coisa... Agarrou Jeff e correu até à avioneta, metendo-a no lugar do passageiro enquanto ligava o motor.
― Ai espero que funcione...
Na mesma altura, um batalhão de zombies corria furiosamente em direcção a elas, igualando-se a uma cena no Resident Evil, uma coisa de classe.
― LIGA, LIGA, LIGA, LIGA, LIGA! ― pedia Chris a todas as bichas santas, e lá a hélice começou a rodar rapidamente.
Enquanto isso, já a avioneta tinha sido coberta por zombies, alguns iam sendo degolados pela hélice, mas os mais espertos punham-se em cima.
― Jeff não te preocupes que te vou salvar! E É AGORA! ― gritou uma última vez Chris, metendo a avioneta a acelerar, passando por cima de todo o bichedo maligno e elevando-se no ar, fugiu daquele que um dia chamou: paraíso.
Uma porta de madeira de um bar perto abria e fechava lentamente, rangendo ao de leve de uma forma tenebrosa
Foi então que enquanto um mendigo atravessava a estrada, um som intenso e perturbador se começou a fazer ouvir, ecoando pelos prédios e ruas da cidade. E foi aumentando e aumentando e aumentando até chegar a ser inaudível.
Por entre as ondas de calor, ao longe conseguia-se ver uma mancha cor de rosa a aproximar-se violentamente depressa, aproximando-se à medida que o barulho aumentava significativamente. Ao ficar inaudível o barulho, assim numa coisa de uma fracção de segundo, um carro descapotável cor de rosa pastilha elástica, saltou gigantemente devido a uma lomba que havia de terra na estrada, esmagando cruelmente a cabeça do mendigo, que coitado, ainda estava a atravessar a estrada de rojo.
Ao som de uma música da KESHA, duas cabeças, uma loira e uma rosa da cor do carro ao volante iam-se abanando todas doidas.
― Ai mana, não estamos a ir muito depressa? ― perguntou a loira, trajada de um vestido azul de cetim com rendinhas trabalhadas até à coxa, para a rosa.
― Oh Chris, filha, mas achas que eu tirei a carta no Farinha-Amparo? Isto comigo é sempre ábrir! ― disse a de rosa, vestida com um apertado vestido vermelho de seda com uma gola aberta, carregando o pé com força no acelerador.
O carro deu um solavanco, mas respondeu ao pedido.
― Amiga, Jeff melher, tu acalma-te não se me vá dar aqui uma coisinha p'lo mal e ainda me grego toda, amiga! Acalma lá a pombinha que acho que ali atrás matámos um pombo!
A mana Jeff virou-se e disse-lhe:
― Oh mana, tu tá masé calada! Vou por na décima sexta mudança que é para chegarmos mais cedo a Punta Cana porque quero ainda ir à praia!
Chris espantou-se muito e arregalou os olhos, contemplando a sua mana com um olhar intrigante, exclamando de seguida:
― Ouve lá... ainda ontem pintei o cabelo, não o vou molhar já na água salgada!
― Ai, Chris, às vezes ainda me pergunto como é que consegues ser mais burra que eu... Eu disse ir à praia, não ir a banhos, sua porca saloia!
Chris engoliu o sapo e calou-se desviando a sua atenção para a rua, e reparou que mal se via alguém a passar e quando se via, as pessoas estavam sempre a modos que a fugir de algo.
― Ai amiga, algo parece que não tá bem...
A Mana Jeff, que ia toda entretida a esborrachar os pombos que caiam ao chão fritos com as rodas do carro, olhou para ela, com uma cara de espanto e perguntou-lhe:
― Só agora é que reparaste que isto é tudo pobre?
― NÃO! ― gritou Chris, exaltada ― Está tudo a fugir e mal vês alguém na rua!
Jeff riu-se e disse:
― Olha, não me digas que o Haiti se apoderou disto também?
― Mais provável seria que tinham trocado de primeiro ministro com Portugal! ― respondeu Chris, deveras preocupada.
― AI MELHER NÃO ME DIGAS UMA COISA DESSAS NEM A BRINCAR! FOMOS ENGANADAS POR ESSA PÊGA DO DEMÓNIO QUE JÁ FUI FALAR ALI COM UM MACACO QUE PERCEBE DE QUOTAS DO OURO E DISSE-ME QUE O NOSSO TESOURO VALIA MUITO MAIS NO EXTERIOR!
Chris ficou azul.
― Estou a perecer aos bocados, mana ― disse Chris, empalidecendo cada vez mais.
― Ai amiga, tu tás bem? ― perguntou Jeff pondo uma mão no ombro da mana, quando a meros metros uma pessoa cambaleava no meio da estrada.
Como Jeff estava distraída a ver da amiga, não reparou no corpo desequilibrado e chocou com o carro contra a pessoa, desmembrando-a toda: cabeça para um lado, tronco para outro e membros para outro. Pumba!
As manas sobressaltaram-se as duas, gritando afeminadamente, tal não fora o susto que foi, tendo Jeff carregado a fundo no acelerador e no travão, havendo perdido o controlo sobre a viatura, que começou a ziguezaguear pela estrada.
― AI MANA VAMOS COLIDIR, PREPARA-TE PARA O EMBATE! ― avisou Jeff pondo um capacete de moto tirado sabe-se lá de onde.
Chris, apavorada, começou a gritar histericamente, tentando abrir a porta do carro, mas como eram as duas medrosas como a merda, trancaram-no antes de saírem do Haiti, não fosse o diabo tece-las e agora não conseguia abri-la. Olha, foi um desastre: o carro embateu num lancil que havia na berma sem razão nenhuma, havendo a parte de trás do carro se levantado havendo o mesmo dado um mortal, entrando brutalmente contra uma loja do chinês entrando pela montra a dentro com um barulho infernal. Com o choque, Jeff foi disparada para a frente, caindo de cabeça na secção de produtos de higiene pessoal, já Chris saltou para cima, bateu no tecto e ainda conseguiu agarrar-se a um candeeiro que estava pendurado, mas para mal dos seus pecados ele não aguentou com o seu peso de baleia azul e desprendeu-se do tecto, tendo ela caído de boca no capô do carro.
― Ai minha lady gaga, não sei como é que ainda tou viva! ― murmurou Chris, levantando-se toda marreca, sacudindo o pó da roupa.
Jeff recuperou da queda, mas andava a saltitar de um lado para o outro porque não conseguia tirar o capacete da cabeça e não via nada porque um leite hidratante da L'Oreal Pequim se arrebentou mesmo no vidro que protege os olhos.
― AI MANA TOU CEGA, VEM CÁ AJUDAR.
Mana Chris, que parecia um pato com reumático todo encurvado reclamou:
― Oh filha desemerda-te, tou aqui com uma dor na ciática que nem te digo e nem te conto... Olha, não fosses tão cabeçuda!
Ao fim de algum tempo lá as manas se endireitaram e resolveram os problemas. Jeff ainda tentou ver se o carro pegava, mas ao ligar a ignição o tubo de escape lançou uma chama que pegou fogo à loja, já que quando perfuraram a parede, uma quantidade significativa de produtos de limpeza fora derramada no chão, o que levou a um incêndio de proporções médias. Assim que as bordas começaram a aquecer as manas voaram dali para fora, encontrando-se agora na calçada, com toda a sua pompa e circunstância, assemelhando-se a duas putas ali no Intendente.
― Vá não temos tempo a perder, quero ir bronzear-me! ― disse Jeff começando a andar a passos largos.
― Olha, despe-te toda que ficas já toda boazuda. ― respondeu Chris, tirando uns chanatos da sua pochete, deitando fora as botas de cano que trazia calçadas.
Assim, durante uns dez, vinte minutos as manas foram andando pela estrada falando, comentando, criticando coisas da vida de elite portuguesas, dado que estavam afastadas há uns meses àquela data. Andaram, andaram, andaram até haver uma coisa que fez os pelos da greta da mana Chris caírem por completo.
Estavam as duas a passar um cruzamento, quando lhes aparece à frente uma pessoa, por assim dizer, cambaleando na direcção delas. Por assim dizer porque parecia que tinha sido possuída p'la malvada da mana do ano da macaca na sua versão velha anciã, pois tinha a pele escurecida, a modos que podre, com vários ferimentos expostos, metade da cara arrancada e olhos injectados de sangue. Nos braços viam-se os ossos de um cotovelo e um ombro e alguns tecidos musculares. Já as pernas e o tronco pareciam terem sido comidas por algo.
― Ai credo, que as pessoas aqui são tão subnutridas! ― disse Chris, recompondo-se do choque inicial.
― Tás a ver por que é que viver na Europa é melhor, tás? ― disse-lhe Jeff a modos de alerta-la.
― Ai que coisa tenebrosa, Jeff, sempre me disseram que as pessoas daqui eram feias, mas assim tanto também não, valha-me nosso senhor jesus Cristo, que me livre disto!
Enquanto falavam a criatura cambaleava lentamente na sua direcção, assimilando-se assim a um jogo de terror em slow motion.
― Ai, eu acho que ele quer migalhas... ― disse Chris, retraindo-se e agarrando-se ao peito de Jeff, que levantou a sobrancelha ao se aperceber disso.
― Achas? Quer é dinheiro! ― virou-se para a criatura ― Ouça lá, aqui tamos pobres, fomos roubadas pelo Estado Português, tamos tísicas que nem cornos.
A criatura continuou a vir.
― AI MANA VAMOS EMBORA QUE VAI ROUBAR-NOS POR ESTICÃO! ― gritou Chris, pegando no pulso da mana e desatado a correr estrada fora.
À medida que se iam aproximando de Punta Cana e ia escurecendo, mais criaturas como aquela se viam pelas ruas, o que deixava Jeff a pensar se seriam realmente delinquentes ou se tinham algum fetiche por canibalismo.
― Digam o que te disserem, diz que não e que te lavaste por baixo hoje de manhã e que na nossa cultura não comemos outras pessoas. ― disse ela a Chris, enquanto montes de criaturas as tentavam apanhar.
― Ai não estou a perceber qual é o problema desta gente, só a olhar, só a olhar! ― queixou-se Jeff.
― Ai... tenho fome.
― A GENTE DEVE TER MEL NO CU... SÓ PODE! ― gritou Jeff, para todos ouvirem e ignorando Chris
― Eles não percebem isso! ― sussurrou-lhe Chris.
― Então falam o quê?
― Francês!
― NOUS DEVEMOS TENER HONEY EN EL CULO!
Chris olhou aterrorizada para Jeff.
― Mas que merda foi essa?
Jeff não teve tempo para responder. Haviam entrado na cidade de Punta Cana, e ela estava toda destruída e arrasada. Inúmeras abóboras com chapéus de bruxa flutuavam pelo ar, iluminadas com velas no seu interior, teias de aranha esvoaçavam pelo ar e montes de criaturas a deambular de um lado para o outro davam um ar terrorífico àquele local.
― Ai acho que nos enganamos no lugar... ― comentou Chris.
― Tá calada, melher, pareces uma velha, sempre a reclamar e a queixar-te de tudo! ― respondeu Jeff, já enervada.
Chris suspirou, dando de seguida um salto de susto quando ao longe, um barulho de um gigantesco órgão se fez soar por todo o lado, numa melodia terrífica. Desta vez até Jeff ficou roxa.
― Acho que fiz xixi na cuequinha... ― murmurou Chris, toda arrepanhada.
― Olha, tira-as... até parece que é a primeira vez. ― resmungou a mana Jeff já toda passada dos carretos.
Depois de Chris ter tirado a tanguinha e ter atirado para um bando de cadáveres pútridos, as duas começaram a procurar o lugar de onde o som vinha, e acharam-no:
Uma grande mansão ao pé da praia, o único edifício que, aparentemente, não havia sofrido danos do suposto terramoto que arrasou a cidade. O órgão havia cessado e Chris pôde constatar que havia uma avioneta estacionada na praia. Ao chegarem ao pé da porta de entrada, duas lanternas-abóbora acenderam-se magica e terrificamente, pregando outro cagaço a Chris, que coitadinha é susceptível a este tipo de coisas.
― Algo se passa... ― disse Jeff ao bater às portas.
― Olha, Jeff, tu sabes que eu não gosto nada destas merdas e eu...
Chris não teve hipótese de terminar a sua frase, pois as portas de madeira abriram-se o mais lento que lhes era permitido e rangeram que nem duas porcas, como naqueles filmes bregas de terror que não metem medo nem à Fátima Lopes.
Ao entrarem viram uma sala ornamentada e bastante PRETTY, com montes de comer e merdas dessas. Ora uma tarde toda sem nada na pança, Chris e Jeff meteram-se as duas a enfardar que nem porcas, esquecendo-se de tudo à sua volta. Estavam tão absortas de tudo que nem repararam que a porta se fechou tão ou mais lentamente do que se abrira, rangendo ainda mais do que pela primeira vez. De novo o órgão começou lá a zurrar e um relâmpago seguido de um trovão avassalador se fizeram sentir, acagaçando ainda mais Chris que se engasgou com um bolo de abóbora, cuspindo-o todo para cima de um gato que por ali passava.
― Ai vamos vamos! ― disse Chris, tentando abrir as portas por onde entrara mas em vão: estavam trancadas.
― AI NÃO, P'LO AMOR DA KATY PERRY QUE LANÇA FOGUETES P'LAS MAMAS, SOU CLAUSTROFÓBICA E TENHO MEDO DE MONTES DE MERDAS!
Jeff, que já estava saturada de tanta porcaria, não foi de modos e pregou duas bolachadas nas ventas de Chris que ela até andou de lado.
Um outro relâmpago surgiu, rugindo depois o trovão.
― Vamos para cima ― disse Jeff pegando na mão de Chris, que se tinha calado.
A cada passo que davam, mais achavam a casa um lugar apavorador... era como se toda a podridão e coisas malignas se reunissem naquele sítio: teias de aranha com as aranhas (lol), ratazanas, trolls e alguns zombies e ainda vampiros que brilham ao sol.
Vasculharam a casa de cima a baixo e encontraram uma sala onde parecia estar o órgão... o pior foi que estava.
― Mana tá aqui a gaita grande! ― disse Chris olhando por uma janelinha que havia na porta, pois esta encontrava-se trancada.
― Então sai-me da frente! ― disse Jeff afastando Chris da frente enfiando de seguida um pézão porta dentro, arrancando-a das presilhas.
― AI PÂNICO! ― gritou Chris, tendo começado a correr de um lado para o outro havendo batido com os cornos uma parede e caído tipo soldadinho de chumbo no meio do chão.
O órgão não estava a ser tocado por ninguém. Quando Jeff se aproximou para tocar numa tecla, o instrumento parou, terminando com uma nota grave, fazendo um ruído que se ouvia até no Zimbábue.
De repente ouviram-se passos, passos a subir a escada.
Subitamente Chris levanta-se como se tivesse sido possuída por alguma coisa p'lo mal e pergunta:
― Ouvi um noise, amiga tá tudo bem?
Jeff não respondeu... mas também não precisou.
Chris ouviu um respirar por detrás dela e voltou-se, visualizando uma figura envolta da escuridão, desatando a correr e a gritar para ao pé de Jeff, que engoliu a seco para não se cagar com molho.
Ao presenciar aquilo, a silhueta riu-se tão estridentemente que parecia a Júlia Pinheiro a mandar abaixo os estúdios da TVI.
A figura então começou a bater palmas enquanto andava na direcção delas, mostrando-se finalmente.
Toda pôpôzuda, tinha o cabelo negro escadeado, com uma franja inclinada e perfeitamente desalinhada. As linhas do seu corpo sobressaíam no seu vestido de latex negro, fazendo pandam com umas botas de canos serrados negras. Trazia ao peito uma espécie de pedra negra fina e comprida, que quase lhe entrava pelo meio dos melões. Tinha os olhos acinzentados e as maçãs do rostro protuberantes.
As manas ficaram rosa, roxas, a seguir azuis ao verem tal figura à sua frente.
― TU? ― gritaram as manas ao ver tal personagem.
― Olá, manas, sentiram a minha falta? ― perguntou docemente a rapariga às manas, que a fulminavam com olhares de ódio.
― Como te atreves a estragar as nossas férias... depois de tudo o que tu fizeste? ― vociferou Jeff, bastante descontrolada.
― SIM! COMO É QUE TU... ― Chris ia na mesma onda que Jeff mas a rapariga incrivelmente se moveu de uma maneira surpreendentemente rápida e mandou uma cotovelada mesmo na cara de Chris, fazendo-a cair outra vez tipo soldadinho de chumbo.
― Ai que fui arrumada! ― disse Chris ao cair desalmada ao chão.
― O que é que estás a fazer? ATACASTE A NOSSA MANA, ALBERTINA!
De repente a rapariga mudou de cara, exibindo choque no rosto.
― Não me chamo assim há muito tempo... O meu nome é Kelly Gostosona Pôpôzuda Dy Street, ou mais abreviadamente: Damah Dy ValOr!
― Ai credo, só porque pensas que cortaste a picha e fizeste a operação pensas que és mais que as outras? E A NOSSA CAUSA? OS NOSSOS IDEAIS, OS NOSSOS PRINCÍPIOS? SUA DESERTORA! ― Gritava Jeff já toda tresloucada.
― Isso não te interessa... tive os meus motivos! ― disse calmamente Kelly ― agora é altura de morreres.
― AH, se pensas que sou como a Chris, estás muito enganada! ― ameaçou Jeff, tirando duas pistolas escondidas da coxa, começando a disparar contra Kelly.
Kelly para se defender, agarrou-se ao cristal que tinha no colar e fez um Hocus Pocus que até dava inveja ao Dumbledore! Os tiros de Jeff foram inúteis.
― Por quê fazer isto à cidade? Por quê fazer isto às pessoas? ― perguntava Jeff, enquanto ias disparando raivosamente.
― Por quê, por quê, por quê... BLA BLA BLA, és mesmo chata! ― disse Kelly, alterando ligeiramente o seu tom de voz.
― RESPONDE! ― Gritou Jeff, trocando os cartuchos.
― BLA BLA BLA, QUERIA QUE VOCÊS SOFRESSEM... NUNCA ME COMPREENDERAM, AGORA SERIA O MOMENTO E LOCAL IDEAIS PARA VOCÊS SE APERCEBEREM DE TUDO! AAH, CANSEI-ME DE TI! ― gritou Kelly, evocando uma magia mais poderosa que à da Selena Gomez no programa dela da Disney, arremessando Jeff contra uma parede, deixando-a toda desmanchada.
― Arrasei! ― disse Kelly batendo na sua própria bunda.
― Ou não... ― disse Chris disparando uma pistola de pequenas proporções que havia tirado da buceta, atingindo Kelly no fémur.
― AIAIAIAIAIAI DÓI QUE NEM CORNOS! ― vociferou Kelly, tentando recuar.
Chris apontou a arma desta vez para a cara dela e disse:
― FORA DAQUI JÁ!
Kelly olhou-a furiosamente e Chris sem hesitar disparou para o lado, para lhe mostrar que não tinha problema absolutamente nenhum em disparar contra a sua mana.
― ESTÁ BEM, MAS FICAM AVISADAS QUE NÃO SAIRÃO DAQUI VIVAS! ― gritou Kelly uma última vez, apertando o seu cristal que brilhou fantasmagóricamente, desaparecendo de seguida envolta de um fumo maligno negro.
Chris deixou cair a arma de tão espantada que estava consigo mesma, acorrendo de seguida à sua mana que ainda estava estendida no chão.
― Jeff tás bem amiga?
― Estou... ― murmurou Jeff, obviamente toda fodida.
― Vá, vamos sair daqui. ― disse Chris, pegando Jeff ao colo quando do nada, inúmeros zombies pútridos surgiram à porta, correndo deficientemente em sua direcção.
Sem saída, Chris olhou para trás e disse:
― QUE A LADY GAGA NOS PROTEJA! ― e atirou-se pela janela abaixo.
Caiu suavemente, pois a areia da República Dominicana é outra coisa... Agarrou Jeff e correu até à avioneta, metendo-a no lugar do passageiro enquanto ligava o motor.
― Ai espero que funcione...
Na mesma altura, um batalhão de zombies corria furiosamente em direcção a elas, igualando-se a uma cena no Resident Evil, uma coisa de classe.
― LIGA, LIGA, LIGA, LIGA, LIGA! ― pedia Chris a todas as bichas santas, e lá a hélice começou a rodar rapidamente.
Enquanto isso, já a avioneta tinha sido coberta por zombies, alguns iam sendo degolados pela hélice, mas os mais espertos punham-se em cima.
― Jeff não te preocupes que te vou salvar! E É AGORA! ― gritou uma última vez Chris, metendo a avioneta a acelerar, passando por cima de todo o bichedo maligno e elevando-se no ar, fugiu daquele que um dia chamou: paraíso.
FIM
1 irmãs responderam.:
ai adorei...ta perfeito....^^ arrasem
Mana Fierce'licious
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