A PIDE DAS BICHAS.
Capítulo I
Parte 4 - O A Seguir Aos Anos Seguintes Dos Anos Seguintes.
Dez para as sete. Xuxu estava pronta e mortinha para ir com a mana Valérie abanar o capacete a noite toda. Para estar ao nível da classe da party, Xuxu trajava toda de vermelho, num vestido ousado, muito sensual com bastantes aberturas e decote irreverente, calçando uns tacões da mesma cor que o vestido. Tinha gloss e pestanas falsas. Impaciente, andava de um lado para o outro da grandiosamente grande suite de luxo, esperando o seis virar um sete com duas bolas ao lado para ir pó engate.
Assim que o relógio virou a hora, alguém bateu à porta.
― Quem é?
― Sou eu. ― respondeu uma vozinha agoniada.
― Ai melher toma lá Rennie e fala com voz de gente que não te percebo! ― respondeu Xuxu, espreitando pelo buraco da porta, sem conseguir ver nada.
― Sou eu, Xuxu, Valérie!
― Valérie? És tu, mana?
― Sim, sua porca alugada, abre-me a porta!
Xuxu abriu a porta e viu Valérie à soleira da mesma, exibindo um vestido vintage em linho, com desenhos coloridos alusivos à Batalha de Aljubarrota, combinava com um lenço que trazia ao cabelo, em formato de um pão alentejano. O seu modelito finalizava-se com uns óculos redondos enegrecidos que trazia postos e umas botas negras de cano alto com sola dupla.
― Ai miga, tás um arraso! ― disse Xuxu, contemplando-a.
Valérie tirou os óculos e respondeu:
― Tou nada parva, tens que vir ao óculista amanha, a tua mãe disse-me que me tirava 200% do ordenado se não fizesse tudo como ela pediu.
― Tá, tá, tá, só queres é dinheiro, sua gulosa! ― exclamou Xuxu, agarrando na sua pochete de gala.
― Oh filha, deves pensar que esta peida se alimenta por obra e graça de nosso senhor Taylor Lautner não?
― Pronto, amiga, também não é preciso ofender, vá, vamos mas é por-nos a caminho que estou doidinha para ir ver do bichedo.
Valérie afastou-se da porta, dando passagem à Princesa das Bichas, alertando-lhe:
― Xuxu amiga do meu coração: esta festa não é segura para coisas lindas como tu. Tens que fazer como eu disser porque não quero que acabes a noite com um rabo parecido ao de um babuíno, miga! Aquilo lá pode ter gente p'lo mal.
Xuxu levantou uma sobrancelha para a mana e respondeu-lhe:
― Hm, deves pensar que eu aprendi as letras ontem, não? Oh Valérie, onde já vão os meus 3.
Assim que sairam do hotel, uma grande charrete branca a cair de podre as esperava à porta, puxado por duas burras e uma égua, que as transportou até ao local da festa, por entre as mais estreitas e imagináveis ruas que Xuxu podia alguma vez sonhar. Ao fim de um quarto de hora de tremer de um lado para o outro (em Lisboa, calçada que é calçada, tem que estar toda desnivelada!) as manas chegaram ao lugar da party: era um descampado, agora cheio de barraquinhas e um enorme pavilhão multi-usos, com muita luz e tochas à mistura. Havia muito barulho e muita cor envolvida.
― Ai, mana, que isto é uma beleza! ― disse Xuxu à mana do ano da Caniche, enquanto esta batia no homem da charrete, por não lhe querer dar dois tostões de troco.
À entrada, havia toda uma grande faixa branca a dizer:
PEOPLE JUICE
O IRREVERENTE SHOW DAS MANAS LIVRES
Ao passarem p'la faixa, dois guarda-costas bruta-montes macacões circundaram as manas, bloqueando-lhes a entrada para a party.
― Ai mana, o que é que esta gente quer? ― perguntou Xuxu assustada.
Um dos homens, olhou para a pose de Xuxu, enquanto o outro disse:
― São 69 contos a entrada com direito da 3 bebidas. Se tivesse comprado com antecedência, teria pago 68,90 contos.
― Wow, por dez tostões vou fazer fila na Fnac, não? ― perguntou Xuxu, indignada.
― Calma que eu resolvo ― segredou-lhe Valérie, aproximando-se ainda mais das bichas camionistas.
― Ouçam lá, suas pindéricas revendidas, eu aqui sou mais conhecida que a Fanny, tás a perceber?
De momento passa uma traveca com um cesto de frutas na cabeça, mostrando uma pulseira arco-íris a um guarda, olhando para Valérie, acenando-lhe.
― AH, Olá Fanny!
Assim que a bem dita bazou, Valérie fixou os olhos nos calmeirões:
― E continuando, não vou pagar porra nenhuma e vou beber até cair de tão desgraçada que estiver, estamos entendidas ou preciso de telefonar à Rainha? Olha que o iPhone dela anda a cair aos pedaços e está à espera que a Apple lhe mande a versão 2.0 por isso se eu fosse a vocês... preferiria continuar com o meu trabalho do que ficar sem o abono de família... se bem que não o precisem... creio que me fiz entender, agora... XUXU BAZA PÁ PARTY!
― WO-HOOOOOOOO!
Ain, minha nossa Katy Perry, as manas libertaram-se da fúria, da frustração, da raiva, do ódio, foi tudo p'lo bem, p'la paz, p'las manas puras (ou nem tanto), pronto, já perceberam a ideia. Valérie mandou embora o homem do bar e meteu-se lá para dentro, emborcando uma data de garrafas sabe-se lá do quê, começando a ficar toda maluca. Xuxu andava que nem uma rainha: toda a gente que passava rapidamente a conhecia, transformando-se logo cedo no centro das atenções da party. A Maya foi-se embora com o Castelo Branco e o seu Fóssil que ele trata como a sua mulher, dado que nenhuma bicha queria saber daquelas figuras para nada, agora ali com Xuxu por perto. Foi um momento lindo e maravilhoso: parecia que Nossa Senhora Gaga havia aparecido ali aos seus fieis súbditos, mas a luz que aparecia agora à volta de Xuxu era projectada por um velho desdentado e sem-abrigo, que por alguma razão desconhecida fora contratado para isso mesmo.
Enquanto cumprimentava e conversava com as pessoas, Xuxu pareceu-lhe ter deslumbrado uma mancha de fogo saltitante por entre as cabeças das bichas doidas.
― Ai migas, já viram o penteado da Lili Caneças? Não é que ela trouxe o gato a fazer de chapéu? ― perguntou uma bicha sem interesse algum.
― Acho que aquilo é um corvo... ― disse outra bicha p'lo bem mas sem importância relevante.
― Dah! Aquilo é um porco! ― respondeu Xuxu às amigas, quando por detrás dela ouve-se um *plim* muito brilhante e exuberante.
Enquanto cumprimentava e conversava com as pessoas, Xuxu pareceu-lhe ter deslumbrado uma mancha de fogo saltitante por entre as cabeças das bichas doidas.
― Ai migas, já viram o penteado da Lili Caneças? Não é que ela trouxe o gato a fazer de chapéu? ― perguntou uma bicha sem interesse algum.
― Acho que aquilo é um corvo... ― disse outra bicha p'lo bem mas sem importância relevante.
― Dah! Aquilo é um porco! ― respondeu Xuxu às amigas, quando por detrás dela ouve-se um *plim* muito brilhante e exuberante.
― Olha quem chegou!!! ― disse uma voz máscula, com um ligeiro picão à azedo atrás dela e ela assustou-se virando-se para trás.
Lá estava, toda ela trajava de branco, parecendo uma empregada das limpezas, a mana do ano do Búfalo encontrava-se ali com todo o seu esplendor e brilho.
― Mana Cruz! ― gritou Xuxu, atirando-se para os seus braços, num abraço forte e apertado que ia asfixiando a pobre mana do ano do Búfalo.
― Ai mana, andas sem classe! ― disse a mana Cruz, reprovando o acto de Xuxu.
― Olha, não te ponhas já com merdas senão acaba-se já a party. ― gritou Xuxu, já um bocadinho quentinha.
― Ai manas, nada de gritarias e coisas p'lo mal, dêem-se todas bem, lindas! ― disse Valérie, juntando-se a eles com uma garrafa de Jack Daniels e outra de J&B em cada uma das mãos, parecendo que a festa era com ela.
― Olá mana Valérie! ― disse mana Cruz.
― Ai, mana do ano do bufalo, a menina anda tão desaparecida! E por que raio veio de enfermeira?
Mana Cruz enfureceu-se e gritou masculinamente, assustando todas as bichas num raio de 6.892 metros, apanhando dois gatos e três morcegos de surpresa, que cairam redondos de mortos no chão.
― Manda para o «barbéquíú', as bichas comem à mesma! ― ordenou Valérie a dois mendigos que passavam pela festa assim sem querer a coisa.
― Olha vou fazer xixi, tou aflita. Venho já ― avisou Xuxu, seguindo as instruções das placas onde diziam: MIJATÓRIO. Ao lá chegar, meteu-se dentro de uma retrete e fez força. Depois de mais de dez minutos a mijar que nem uma porca, saiu de lá a remexer na sua pochete, pois queria achar o telemovel para mandar mensagem à mamã. Saiu do mijatório agarrada ao instrumento e sem reparar foi contra uma massa superior à sua, havendo caído de costas para trás, abrindo as pernas e mostrando a greta a quem quisesse ver.
― AHHHH, A PRINCESA CAIU! ― gritaram algumas bichas populares.
Mas eis que Xuxu sente que algo a levantava, ouvindo de seguida uma voz toda ela sensual:
― Estás bem?
Xuxu nem queria acreditar mal abriu os olhos: Erik, o empregado do hotel, estava à sua frente, vestindo uma t-shirt e calças apertadas, realçando os seus atributos e o seu escroto. (tal não eram o aperto..)
― Estou sim, obrigada. ― respondeu Xuxu, meio sem jeito.
O seu cabelo ruivo excitava Xuxu de uma forma que ela só queria saltar-lhe para a espinha e rasgar o seu peito de uma forma grotescamente animal que até dava nojo à própria.
― Vamos falar para um lugar mais reservado, sim? ― perguntou ele.
Xuxu nem pensou 4 vezes, acenou afirmativamente com a cabecinha e lá foi ela conduzida por Erik, por entre o mais variado bichedo que ela alguma vez poderia ter visto na sua ilhazinha da paz e tranquilidade. Ao chegarem perto da parte final da party, onde havia a zona das barracas das bichas do oculto, Erik virou-se para Xuxu e disse-lhe:
― Acho que ainda não fomos correctamente apresentados: Eu chamo-me Erik e trabalho aqui em Lisboa porque o meu pai quis ser pescador e na Áustria não havia assim muito sucesso nessa profissão, por isso viemos para cá. Tenho 21 anos e sou solteiro. Tenho uma forte crença na nossa senhora e claro, na sua grande mãezinha.
― Claro que sabes quem eu sou. Quem não conhece Xuxu, a princesa mais enclausurada de todo a história das bichas?
― Sabes que é perigoso vires a estes festivais... afinal, vais ser um dia a Grande Rainha de todas. ― disse Erik, olhando-lhe bem nos olhos.
Xuxu dificilmente se conseguia concentrar, dado que mal olhasse para a cara dele, ela desmoronaria por dentro. Era-lhe muito difícil de resistir.
― Poderei eu, um simples súbdito, perguntar-lhe se já tem pretendente?
Xuxu corou e respondeu:
― Pretendentes? Milhares, resmas, PALETES. Se eu pretendo algum deles? Não, nenhum.
Erik mordeu o lábio, enquanto duas bichas cuscas observavam a situação.
― Será que posso convida-la um dia para sairmos só os dois?
― Hm, agora era a parte que eu supostamente me faria de difícil e normalmente diria 'não' ou então 'numa outra altura', mas ambos sabemos que não é nenhuma dessas duas opções a que eu quero..
Aí, todas as palavras, pessoas, cores, formatos, texturas do mundo desapareceram, restando apenas aqueles dois corpos agarrados, quando os lábios um do outro se tocaram suavemente como flocos de neve caem sobre o fino gelo, numa manhã de inverno. Enquanto se beijavam, estoiros se ouviam ao longe, mas nada disso importava. Até que algo os chamou para a realidade.
― AMIGAS TEMOS QUE DAR O BAZA! ― gritou Mana Cruz, aparecendo assim como um vulto, sem nenhum dos dois se ter apercebido, arfando que nem uma vaca, de tão cansada de correr.
― Ai mana Cruz, que se passa miga? Tudo isto para nos chamar pós fogos d'artifício? ― perguntou Xuxu, um pouco indignada.
Mana Cruz respirou fundo e depois falou numa voz misteriosa e bastante calma:
― O pior é que não são fogos de artifício.
To be continued..........
17 irmãs responderam.:
Está brilhante mana. Muito engraçado xP
Quero a continuação... xD
Adorei mana Jeff! Continua HAHAHAHAHAHA
ai k demais...manas que serao os nao fogos de artificio????
ai estou a morrer de curiosidade...nao percam o proximo episodio pk as manas pelo bem tb nao =D
Mana, não lhe poderei revelar :o
isso será um "teaser"
Oh Jeff, andas mt saída dessa tua casca, han?
Está fantástico!
QUE ARRASO MANA!
foi fabuloso xD
beijinhos às duas.
Fantástico!
Mijatório ahahah xD morri a rir com isto manas!
Tou à espera do próximoo!!
Beijoca
morri a rir com esta parte mana Jeff "não quero que acabes a noite com um rabo parecido ao de um babuíno, miga!" xD
Mana dias veja lá se não faz xixi.
mana felina, tome rennie que fica boazinha.
beijoca às manas anónimas!
O Blogger não tem moderadores. Tem funcionários para todas as línguas que demoram meses a responder às questões/reclamações.
A reclamação apresentada nunca terá resposta porque a resposta possível já foi dada.
Até porque a reclamação, é no mínimo, infantil.
Mana Jeff, tens que continuar com isto páh, tá um espectáculo.
Simplesmente brilhante!
continua xD
ass: Miguel Pedrogao
Adorei ! :D
AI MANA A-DO-REI!
coisa mais fofinha. quero saber o que é que faz barulho não é fogo de artificio!!!
Eu sou tão p'lo mal, tão p'lo mal, que vim aqui só mesmo para dizer isto!
Mana Jeff, a menina tem é que se despachar a escrever isso, que o pessoal morre todo de tédio, miga!
AHAHAHAHAHAH ADORO xD adoro ser a alcoólica do sítio <3 mas não foge muito da realidade, confesso.
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